Paranoá https://www.periodicos.unb.br/index.php/paranoa <p style="text-align: justify;">A Paranoá é um periódico científico mantido pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília que publica trabalhos de pesquisa originais dentro de um escopo multidisciplinar das diferentes áreas acadêmicas da Arquitetura e Urbanismo, incluindo: Projeto e Planejamento; Teoria, História e Crítica; Tecnologia, Ambiente e Sustentabilidade. A Paranoá publica artigos em fluxo contínuo, nos idiomas português, espanhol e inglês, e não cobra taxas sobre submissão, processamento e disponibilização dos artigos.</p> Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo pt-BR Paranoá 1677-7395 <p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p> <ol type="a"> <ol type="a"> <li class="show">Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a&nbsp;<a href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/" target="_new">Licença Creative Commons Attribution</a>&nbsp;que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista. http://creativecommons.org/licenses/by/4.0</li> <li class="show">Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</li> <li class="show">Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja&nbsp;<a href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html" target="_new">O Efeito do Acesso Livre</a>).</li> </ol> </ol> MARECIDADE https://www.periodicos.unb.br/index.php/paranoa/article/view/42261 <p>As representações negativas associadas às favelas trouxeram evidentemente questionamentos quanto à reflexão histórica sobre esses lugares e, pior, silenciou a memória de seus moradores. O presente artigo pretende analisar a formação do Museu da Maré. Para além de guardar memórias, esse Museu busca ressignificá-las, estimulando o olhar crítico dos próprios moradores e de visitantes. O termo marecidade expressa a noção que os resíduos de memória levantados pelo Museu da Maré trazem um novo projeto de cidade, rompendo dicotomias e oposições no intuito de tecer novas utopias urbanas. Através de entrevistas com seis lideranças, o artigo analisa, em primeiro lugar, a formação de uma política de memória através da consolidação da museologia social, em seguida, o processo de formação de museus em favelas e, finalmente, o projeto Museal do Museu da Maré e seus desdobramentos políticos.</p> Carlos Augusto Baptista Rafael Soares Gonçalves Copyright (c) 2022 Paranoá https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-08-26 2022-08-26 33 1 17 10.18830/issn.1679-0944.n33.2022.02 Torpor na aurora https://www.periodicos.unb.br/index.php/paranoa/article/view/41996 <p><span style="font-weight: 400;">Henri-Pierre Jeudy é sociólogo, desenvolveu sua carreira como pesquisador do Centre national de la recherche scientifique e da Maison de Sciences de l’Homme em Paris. Seus trabalhos sobre memória social e suas reflexões sobre o patrimônio cultural repercutiram entre os pesquisadores brasileiros, ensejando diálogos profícuos. Ao lado de seus trabalhos acadêmicos, Jeudy tem um percurso pela literatura, onde experimenta fusões entre sua formação teórica e suas experiências pessoais, resultando em textos-relatos como os publicados em Percorrer a cidade (2010)</span> <span style="font-weight: 400;">[</span><em><span style="font-weight: 400;">Parcourir la Ville</span></em><span style="font-weight: 400;">, 2002] e este, Torpor na aurora</span><em><span style="font-weight: 400;"> [Torpeur à l’ aurore</span></em><span style="font-weight: 400;">, 2020] que ora traduzimos. </span></p> <p> </p> <p><span style="font-weight: 400;">Neste pequeno texto, a morte é um centro de gravidade, em cuja órbita flutuam imagens memoriais, sensações corporais... temas sobre os quais nosso autor se debruçou. Nossa tradução continua uma parceria estabelecida há algum tempo, uma parceria intelectual selada pelos laços da amizade. Buscamos com a tradução de </span><em><span style="font-weight: 400;">Torpeur à l’autore</span></em><span style="font-weight: 400;"> [Torpor na aurora] nos posicionarmos eticamente diante de seu autor. Não iremos aqui discutir as importantes questões sobre a tradução e seus embates teóricos. Todavia, esclarecemos que nos pautamos pelo entendimento de que as traduções são diálogos entre culturas, um movimento que implica o sair de si em direção ao outro para, depois, retornar a si modificado (BERMAN, A. 2002). Elas também se situam entre o ofício e a arte, porque não traduzimos só discursos, mas também uma forma. Com esta disposição nos dirigimos ao encontro de Henri-Pierre Jeudy.</span></p> Henri-Pierre Jeudy Elane Ribeiro Peixoto Alice Maria de Araújo Ferreira Albertina Vicentini Copyright (c) 2022 Paranoá https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-02-16 2022-02-16 33 10.18830/issn.1679-0944.n32.2022.03 Patrimônio e plano diretor: as perspectivas para o patrimônio histórico em Anápolis/GO https://www.periodicos.unb.br/index.php/paranoa/article/view/41718 <p>Discute-se a política patrimonial em Anápolis-GO, cidade média localizada entre Goiânia e Brasília. Historicamente, há pouco reconhecimento do valor dos seus edifícios históricos e, após 114 anos de existência, a cidade possui apenas doze edifícios tombados e uma trajetória de destruição do seu acervo arquitetônico. Investiga-se o que o poder municipal, por meio do Plano Diretor, propõe ao patrimônio histórico da cidade. Para avaliação, elege-se o bairro Vila Industrial que possui um conjunto de edificações históricas ligadas à ferrovia e indústria. Recorre-se à pesquisa documental, com levantamento histórico e bibliográfico e análise do Plano Diretor de 2006 (revisto em 2016) de Anápolis. Assim, observa-se a fragilidade na preservação do acervo patrimonial da cidade, em que as medidas propostas pelo atual Plano Diretor não contemplam de forma satisfatória os edifícios históricos.</p> Mário Calaça Adriana Mara Vaz de Oliveira Copyright (c) 2022 Paranoá https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-02-19 2022-02-19 33 1 23 10.18830/issn.1679-0944.n32.2022.05 Esfera na esfera: O labirinto em O Aleph de Jorge Luis Borges e Poema Sujo de Ferreira Gullar e a potência do menor nas cidades https://www.periodicos.unb.br/index.php/paranoa/article/view/41634 <p>Este ensaio aborda a questão da imanência e materialidade de cidades imaginadas na literatura de dois autores sulamericanos, Jorge Luis Borges e Ferreira Gullar, tendo a imagem do labirinto em ambos autores como uma força inicial para o pensamento; Aborda-se aqui a relação entre as cidades e a instabilização criativa que nasce dos corpos que as habitam e são por ela habitados, busca compreender um pouco da potência infinita nessa crise e indefinição entre a extensão das cidades-arquiteturas-sonhos e o espaço de corpos menores em que cabem suas manifestações.</p> Lucas Maciel Copyright (c) 2022 Paranoá https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-09-05 2022-09-05 33 1 14 10.18830/issn.1679-0944.n33.2022.07 Marcha para Oeste: Colônias Agrícolas Nacionais 1941-1948 https://www.periodicos.unb.br/index.php/paranoa/article/view/41410 <p>Este texto é uma transcrição da última apresentação realizada pelo querido professor e doutorando do PPG-FAU-UnB Lucas Felício Costa. Nesta apresentação, feita por ocasião do Minicurso da rede Cronologia do Pensamento Urbanístico, no dia 24 de setembro de 2021, Lucas apresentou aspectos de sua importante pesquisa sobre cidades novas de Colônia Agrícola. Lucas era graduado em Arquitetura e Urbanismo pela UEG (2013), mestre em Projeto e Cidade pela Faculdade de Arte Visuais - UFG (2016), doutorando em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Brasília, tendo ingressado em 2019 sob orientação do professor Ricardo Trevisan. Professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Artes Visuais da UFG, era membro-articulador do projeto de extensão “Laboratório de Projetos - Projeto participativo de ampliação/melhoria habitacional no Bairro Tempo Novo na Cidade de Goiás”. Atuou no “ZÉU - Zona de Experimentações Utópicas, Escritório Público de projetos de Arquitetura, Urbanismo e Design da UFG” (2014-2016). Era pesquisador dos grupos “Entrópicos” (UFG) e “Topos – Paisagem, Projeto, Planejamento” (UnB). Lucas faleceu dia 11 de outubro de 2021, deixando esposa Fernanda e seu pequeno filho Pedro. Que a energia, o entusiasmo, a dedicação de Lucas com as atividades de ensino, pesquisa e extensão ressoem em produções futuras, por aqueles, que de algum modo, irão continuar as tramas e tessituras de suas realizações. Ao nosso querido Lucas, boas vibrações. Teremos seu sorriso e sua vivacidade para sempre em nossas memórias</p> Lucas Felício Costa Copyright (c) 2021 Paranoá https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-12-29 2021-12-29 33 10.18830/issn.1679-0944.n31.2021.09 Esboços de um arquivo I: Corpo ressequido https://www.periodicos.unb.br/index.php/paranoa/article/view/41176 <p><span style="font-weight: 400;">Este primeiro ensaio de três, a guisa de provocação, busca o diálogo da obra de Eça de Queirós, A Relíquia, com uma tradição de reflexão sobre a memória e os corpos. Seja pelo debate sobre o arquivo em Derrida, seja por via patrimonial em Choay, ambos tributários de Freud e a literatura arqueológica desde XIX. Ao mesmo tempo, explora o arquivo de uma escrita de si.</span></p> Mário Luís Carneiro Pinto de Magalhaes Copyright (c) 2022 Paranoá https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-05-09 2022-05-09 33 1 5 10.18830/issn.1679-0944.n32.2022.10 Uma nova busca em antigas fontes artísticas: Da importância de um novo olhar sobre arquitetura e urbanismo em antigas fontes iconográficas e textuais https://www.periodicos.unb.br/index.php/paranoa/article/view/41004 <p>Muitas vezes buscamos pesquisar o diferente, interessando-nos somente o extraordinário. O estudo do ordinário, escrito em diferentes fontes poderia nos permitir aproximar-se de uma totalidade perceptiva de épocas passadas através de uma amplificação do olhar para mesmas fontes já pesquisadas por outras perspectivas. A redundância de estudar arquitetura e urbanismo através da análise da vida e obra de arquitetos urbanistas e seus e projetos, reduz a importância da observação da fruição da polis pelo homem, da teia de significados que poderiam ser detectados diacronicamente, através de inúmeras outras fontes, configurando assim uma superposição de camadas na temporalidade. Com uma abordagem metodológica reflexiva compreensiva proposta pela nova história política poderíamos flexibilizar o uso de fontes diferenciadas de pesquisa que em geral são utilizadas por outras áreas da ciência para complementar as análises arquitetônica/urbanísticas. Principalmente aqueles setores das instituições, bibliotecas e museus, chamados de Obras Raras. Um novo olhar para um acervo riquíssimo e que nos pareceria, ainda pouco explorado. Este presente Ensaio traz como inquietude buscar constatar a existência de janelas de possibilidades que, se abertas, iluminariam de maneira significativa nossa percepção da vida humana em sociedade de como essa mesma sociedade constrói e utiliza seu espaço.</p> Andrea Goncalves Moreira Bernardes Copyright (c) 2022 Paranoá https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-07-04 2022-07-04 33 1 17 10.18830/issn.1679-0944.n32.2022.14 Arquivos da Autopia: acervos de projetos de infraestrutura viária em São Paulo - 1952-1985 https://www.periodicos.unb.br/index.php/paranoa/article/view/41006 <p class="resumo"><span style="font-weight: 400;">O campo da infraestrutura de transportes oferece um desafio ao pesquisador da historiografia da arquitetura. A natureza dos projetos de infraestrutura e o formato das equipes de projeto que os desenvolveram, distantes do formato autoral do cânone moderno, oferecem uma responsabilidade dupla: o de mapear esse nicho profissional, formado por empresas multidisciplinares de engenharia consultiva, e o de analisar as ambições de projeto através de fontes cuja linguagem, malgrado também projetual, se distancia do vocabulário arquitetônico comum. Através da abordagem crítica de Reyner Banham e da historiografia não-canônica da arquitetura, busca-se a maturação de uma ferramenta de pesquisa que interpreta documentos técnicos à luz de suas condicionantes ideológicas. O presente artigo aborda, através de dois estudos de caso, a experiência de pesquisa nos acervos da Prefeitura de São Paulo e do Departamento de Estradas de Rodagem do governo do estado, reflete sobre as condições físicas e a catalogação dos acervos, e aponta para ações necessárias para preservação e melhor interpretação dos acervos, fundamentais para entender a história da infraestrutura e seu impacto na paisagem urbana.</span></p> Luiz Ricardo Araujo Florence Copyright (c) 2022 Paranoá https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-08-26 2022-08-26 33 1 16 10.18830/issn.1679-0944.n32.2022.21 O acervo da SAGMACS no Brasil e o Fundo Lebret na França https://www.periodicos.unb.br/index.php/paranoa/article/view/39215 <div> <p class="resumo">A análise da atuação e das contribuições de Louis-Joseph Lebret em relação a questão urbana se ampliou na última década e repercutiu em trabalhos que incrementaram a historiografia do urbanismo no Brasil. Visando contribuir com a análise da atuação de Lebret no Brasil e a repercussão sobre questões voltadas ao planejamento urbano, &nbsp;durante os anos de 1950 e 1960, este trabalho apresenta um percurso de pesquisa que analisa as aproximações entre fontes documentais que permitiram a elucidação da relação de Lebret com a questão urbana, bem como contribuíram com a formação de profissionais para atuação na área. Para tanto, apresenta-se um quadro referencial, a partir do acervo da SAGMACS, depositado na biblioteca do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e do acervo organizado pelo Centro Lebret-IRFED, depositado no Arquivo Nacional da França. O trabalho contribui expondo fontes documentais que permitem interação entre os arquivos visitados e a delimitação de pesquisas que aprofundam o entendimento sobre o ideário lebretiano, a atuação da SAGMACS e do Economia e Humanismo e suas contribuições na formação de profissionais, e na formulação de métodos e ideias para o campo do urbanismo e do planejamento territorial no Brasil.</p> </div> Lucas Ricardo Cestaro Carlos Roberto Monteiro de Andrade Copyright (c) 2022 Paranoá https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-07-04 2022-07-04 33 1 16 10.18830/issn.1679-0944.n32.2022.13 A Arte Decorativa de Ontem https://www.periodicos.unb.br/index.php/paranoa/article/view/40770 <p><span style="font-weight: 400;">Charles-Édouard Jeanneret-Gris, mais conhecido como Le Corbusier, desenvolveu e apresentou sua compreensão muito particular do ambiente construído, do interior do lar à metrópole, em textos, croquis, maquetes, projetos e obras construídas. Na sua formulação muito característica da Síntese das Artes, Corbusier refundia e redistribuía os atributos de cada área, cada arte, cada disciplina: com a Escultura, com a Pintura, com a Arquitetura, entre outras. Na relação entre Mobiliário e Arquitetura, se havia um mobiliário moderno, funcional e usando as novas tecnologias e possibilidades industriais, na obra de Corbusier a arquitetura absorvia muitas das funções do mobiliário tradicional, equipando o interior e as áreas abertas, de modo crescente e assumindo formas híbridas e intermediárias, para além dos tipos elencados descritos nos textos do arquiteto. O artigo trata de tais estratégias durante os anos 1920, dentro da poética do Purismo, que desenvolvera com seu amigo, o pintor Amédée Ozenfant.</span></p> Daniel Juracy Mellado Paz Copyright (c) 2022 Paranoá https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-08-26 2022-08-26 33 1 26 10.18830/issn.1679-0944.n33.2022.01